Bancos entram em greve

Bancários aprovam greve por tempo indeterminado - Foto: Seeb São Paulo

Por Williana Lascaleia, da redação

Bancários aprovam greve por tempo indeterminado - Foto: Seeb São Paulo
Bancários aprovam greve por tempo indeterminado – Foto: Seeb São Paulo

Após assembleias que ocorreram na última segunda-feira, dia 29, os bancários confirmam a decisão tomada em assembleias de quinta-feira, dia 25, e rejeitaram a proposta apresentada, pela Fenaban, no sábado, dia 27, e entram em greve a partir desta terça-feira, dia 30, por tempo indeterminado.
“Além de o índice de reajuste não atender a expectativa dos bancários, a proposta não contempla as reivindicações não econômicas, que para nós são imprescindíveis, como garantia de emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, segurança bancária e igualdade de oportunidades. Queremos mais dos bancos, que têm aqui a mais alta rentabilidade de todo o sistema financeiro internacional”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional ao site do sindicato.
Os bancários querem reajuste salarial de 12,5%, piso salarial de R$ 2.979,25, 14º salário, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades para todos, que coloca fim a discriminação em salários, ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs), entre outras exigências.
Na quinta-feira, dia 02, está previsto uma manifestações em frente ao prédio do Banco Central.
Veja abaixo as principais reivindicações dos bancários e a proposta que foi rejeitada pela categoria no último sábado, dia 27.
 
AS PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DOS BANCÁRIOS
Reajuste salarial de 12,5%.
Piso Salarial de R$ 2.979,25
PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.
14º salário.
Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.
Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.
Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.
Fim das metas abusivas.
Combate ao assédio moral.
Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.
Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.
Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; biombos em frente aos caixas e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
A PROPOSTA DOS BANCOS REJEITADA PELOS BANCÁRIOS
Reajuste de 7,35% (0,94% de aumento real).
Piso portaria após 90 dias – 1.240,89 (8% ou 1,55% de aumento real).
Piso escritório após 90 dias – R$ 1.779,97 (1,55% acima da inflação).
Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.403,60 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,39% de aumento real).
PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 1.818,51, limitado a R$ 9.755,42. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.461,91.
PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.637,02.
Antecipação da PLR
Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015.
Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.091,11, limitado a R$ 5.853,25 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro.
Parcela adicional – 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.818,51.
Auxílio-refeição – R$ 24,88.
Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 426,60.
Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 355,02.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 303,70.
Gratificação de compensador de cheques – R$ 137,97.
Requalificação profissional – R$ 1.214,00.
Auxílio-funeral – R$ 814,57.
Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 121.468,95.
Ajuda deslocamento noturno – R$ 85,03.

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