A Reforma Trabalhista e a criatividade do Brasileiro

A “Reforma Trabalhista”, Lei nº 13.467/2017 entrou em vigor no dia 11 de novembro de 2017, alterando artigos da CLT, sendo criada com um objetivo digamos que ousado de modificar intensamente a relação empregador e empregado. A ideia divulgada é a de criar uma relação mais flexível e legalizar o que já era realizado na pratica, como acordos na rescisão e venda de férias, porém vieram outros empecilhos, porque nós brasileiros somos intolerantes à mudança, e toda alteração gera conflitos. Hoje infelizmente notamos um número maior de desempregados no Brasil, porém aumentaram a quantidade de prestadores de serviços. As chamadas MEI’s (microempreendedores individuais) aumentaram de maneira reflexiva na economia.

Para quem sonhava em largar tudo e ir vender coco na praia foi aberto esse espaço com honras, glórias e impostos, com o perdão da brincadeira. Atuante na área há 11 anos ainda noto falhas e desacertos na reforma, mas como uma boa mente positiva ainda creio que tudo irá se ajustar. O bom e velho Brasileiro é acostumado com sua “cetepis” (CTPS) carimbada e receber a cartinha mensal do depósito do “fuguetes” (FGTS). Não ter a estabilidade empregatícia deixa o povo apavorado e com razão, necessaria uma lapidação da “Reforma Trabalhista”, rumo a uma CLT que atenda simultaneamente as legítimas necessidades dos dois lados da relação de trabalho (empregador e empregado).

Falando de RH, vamos a parte boa: Tenho notado que quem ainda é empregado efetivo melhorou a avaliação de desempenho, não que ainda não necessitem de ajustes como treinamentos constantes e aqueles que eram empregados e se viram no meio dessa quase bagunça ganharam a força e o empurrão que precisavam para dar seus primeiros passos sozinhos. Faculdades ganharam novos estudantes e a economia Brasileira ganhou um vasto comercio de microempreendedores.

Acredito que o poder judiciário, deva interpretar da forma mais equanime, e os empresários devam refletir melhores maneiras de manter os bons colabores ali do seu lado, pois no pé em que andamos, nada impede de um bom ex- colaborador tornar-se um concorrente em potencial. Já pensaram por esse lado? Já que nós brasileiros sempre encontramos um meio de vencer com louvor as dificuldades?

SILVANA BORBA: Assessoria administrativa recursos humanos, departamento pessoal e colunista do informativo Taboão.

2 Comentários
  1. Luis Gustavo Gonçalves 1 mês ago
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    Excelente artigo e ponto de vista, parabéns para colunista.

  2. juliana 1 mês ago
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    Muita boa essa matéria, eu adorei concordo e queria que tivesse mais informações sobre a bagunça que virou o rh das empresas com o e-social, e como mandar um funcionário embora sem ficar mau depois.

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