Poesia

Por Sil Borba, poeta
Eu sempre sangro e me rasgo, e sofro com o coração retalhado, mas com freqüência me refaço me recupero, me costuro a falsos pontos só para poder recomeçar…
Tenho lá as minhas dúvidas sobre a veracidade dos amores possíveis e prováveis, sem tropeços e limitações.
Aqueles amores de comercial de margarina ou de leite me deixam dúvidas…
Amor pra valer tem que ter desencontros, mas se provar mais fiel e firme.
Amor fácil não tem graça.
Amor é verso que precisa se perder nas entrelinhas para fazer rimar bonito.
E assim eu sigo oras desfigurada ora encantadora, mas sempre disposta a acreditar mais uma vez quando o amor me pede para voltar.

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