Exposição comemora aniversário da Aldeia M´Boy

Por Sandra Martins

 

Em comemoração aos 461 anos da Aldeia M´boy (18/7), a Prefeitura de Embu das Artes, através da Secretaria de Cultura, realizará, a partir de 23/7 no Centro Cultural Mestre Assis, a “Expo Contemporâneos 2015”, com artistas da cidade e convidados.

A exposição vai até  17/8 e contará com obras dos artistas Gaíga (pintura sobre tela),  Irael Luziano (instalação), Paulo Dud (pintura sobre tela),  Gabriel Borga (desenho e pintura), Wanderley Ciuffi (pintura sobre tela), Levi (cerâmica), Álvaro Franklin (escultura em pedra), Tônia de Embu (cerâmica),  Jofe (escultura em pedra), Milton Takada (pintura sobre tela), Chiu (escultura), Correra & Gonda (pintura sobre tela, instalação poética e design), Zé Figueiredo (cerâmica),  José Roberto Carvalho (pintura sobre tela),  Hugo Fernando (escultura) e Agenov Francisco Júnior (escultura), além dos artistas convidados: Silvia Mharques (pintura e instalação), Edgar Santos (pintura e escultura), Adélia Klinke (pintura sobre tela) e João Bosco (pintura).

M´Boy e sua História

Em 1554 um grupo de jesuítas funda o aldeamento de Bohi, depois M’Boy, fundando uma capela marca o centro do aldeamento. Ao seu redor florescem pequenos sítios e fazendas com plantações. Em 1607 as terras da aldeia passam para as mãos de Fernão Dias (tio do bandeirante Fernão Dias) e de sua mulher Catarina Camacha.  O casal doou suas terras aos padres da Companhia de Jesus, em 1624. Em 1690, o padre jesuíta Belchior de Pontes transfere o núcleo da aldeia de seu local original e inicia a construção da atual Igreja do Rosário, levando para ela a padroeira, os altares e os santos da primitiva capela, onde permanecem até hoje.

Entre 1730 e 1734, os jesuítas constroem a sua residência anexa à igreja, formando um conjunto arquitetônico contínuo de linhas retas e sóbrias. Em 1760, por ordem da Coroa Portuguesa, os jesuítas são expulsos do Brasil.  Suas terras, no entanto, eram impróprias para a cafeicultura, principal atividade econômica da época. Assim, Embu entrou em um período de retração que durou até meados do século XX, quando a capela e convento foram tombados pelo Estado que iniciou as restaurações. A partir daí, a comunidade local, liderada por Annis Neme Bassith, iniciou o processo emancipatório, criando a cidade de Embu em 1959.

A pequena aldeia que deu origem à cidade, mais tarde recebeu artistas, artesãos e os inspiraria a produzir o seu trabalho, a exemplo da artista mexicana Josefina de Almeida Carvalho (Azteca),  que chegou à Vila M’Boy  em 1937 e que faria a sua versão da Aldeia.

Abertura dia 23/7, às 19h Centro Cultural Mestre Assis Largo 21 de Abril, 29 – Centro Visite a exposição diariamente, das 8 às 18h, até 17/8  Entrada Gratuita Informações: (11) 4781-4462

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