CEI ouve ex-secretário da fazenda de Taboão da Serra e convoca mais dois depoentes


A CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Câmara Municipal de Taboão da Serra, formada para investigar possíveis fraudes e irregularidades na utilização das verbas direcionadas ao combate à Covid-19, realizou nesta quarta-feira, dia 12, sua primeira oitiva. O ex-secretário da fazenda, Adelço Bührer Júnior, prestou esclarecimentos como convidado.

Antes do início da oitiva, o vereador Anderson Nóbrega justificou que a CEI não tem cunho político. “A comissão foi montada para investigar possíveis irregularidades, não é para perseguir ninguém, longe disso. Mas estamos cumprindo nossa função, fomos eleitos para isso, para fiscalizar e legislar. E nós não vamos nos furtar disso”, disse.

O ex-secretário começou respondendo sobre os repasses do Governo Federal para o município de Taboão da Serra. Segundo ele, foram feitos, durante o ano de 2020, quatro repasses no valor aproximado de R$ 8 milhões cada um, totalizando R$ 32 milhões para o combate a Covid-19 na cidade.

Adelço também respondeu sobre a prestação de contas realizada pelo governo passado. “A gente tinha um controle interno, na pessoa do Walter Hasegawa, e principalmente a Secretaria de saúde, que administrava esse valor. Havia prestações de conta normais, de quadrimestre, e havia também aquela prestação de contas quinzenal, que foi feita através de uma lei municipal que era enviada para essa Casa”, afirmou.

Sobre a aquisição de material para o combate a Covid, como a compra de EPIs (Equipamento de Proteção Individual), medicamentos e outros insumos, o ex-secretário disse que sua condição dentro da prefeitura era uma espécie de “pagador de contas” e sua função não abrangia essa função. “Eu não sei dizer o que tinha dentro de cada nota fiscal, se era comprado de A, B ou C. As secretarias faziam os gastos necessários, enviavam as notas na condição de ordenadores. E com os tramites corretos, a gente fazia os pagamentos”, explicou.

Os gastos sobre o Hospital de Campanha também foram tema de perguntas dos vereadores, que queriam saber como a implantação foi paga. “Tenho quase certeza que foi pago com dinheiro de fora [Governo Federal], desses R$ 32 milhões [recebidos]”, respondeu Adelço Bührer.

Após a oitiva, os membros da CEI aprovaram a convocação de dois novos depoentes: Ledivan Lopes Seabra, presidente do Conselho Municipal de Saúde e Walter Tanoue Hasegawa Júnior, controlador interno da prefeitura. A próxima reunião está marcada para a quarta-feira, dia 19, às 15h.

As audiências da CEI estão acontecendo no plenário da Câmara Municipal, sem a presença de público, devido às restrições impostas pela pandemia. Apenas os vereadores, assessores, os depoentes e a imprensa podem participar das oitivas que estão sendo transmitidas, ao vivo, pelo canal da Câmara Municipal no Youtube.

As reuniões permanecem gravadas. Para assistir ao depoimento de Adelço Bührer Júnior, basta acessar o link: https://www.youtube.com/watch?v=DzhOQ7OgNwQ&t=4077s

Por Assessoria da CMTS


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