Bailarina taboanense passa na seletiva da Escola de Dança de São Paulo e orgulha a cidade


Se tornar uma grande bailarina é um sonho que permeia o imaginário de milhares de meninas brasileiras. Vestir um colã, calçar as sapatilhas de ponta e subir em um palco iluminado é a concretização de um desejo que, por vezes, acompanha toda a infância e adolescência. O balé, assim como toda e qualquer arte, utiliza da expressão para tocar o outro. E é tocando vida por vida que muitas o escolhem como destino para seguir.

Na Escola Municipal de Bailado de Taboão da Serra, esse é o caminho almejado por muitas delas. A pequena Manuelli Filardi D´Alincourt, de apenas oito anos, sonha em ser médica, mas, acima de tudo, em ser uma bailarina famosa. A sua paixão pelo balé é antiga e a acompanha desde os seus dois anos de idade, período em que iniciou na modalidade. 

Entre pliês, pontes e espacates, a aluna da escola sempre sonhou em ir além e concretizar o seu maior desejo; o de se apresentar no Theatro Municipal de São Paulo. Insistente e bastante determinada, ainda que com pouca idade, Manuelli quis percorrer os seus ideais e deu o pontapé inicial quando pediu para que sua mãe, Maria Júlia Filardi D´Alincourt, a inscrevesse nas seletivas da Escola de Dança de São Paulo. 

A Escola de Dança de São Paulo é conhecida pela sua tradição e qualidade. Entre disciplinas práticas e teóricas, o estudante se forma após nove anos. A vocação artística e técnica é estimulada a partir do ensinamento de 14 matérias. Entre os exercícios, um dos principais são as apresentações no majestoso Theatro; ponto decisivo para a escolha de Manu.  

“Era o sonho dela e por isso dei todo o meu apoio e a inscrevi. A primeira vez foi em 2018, mas, infelizmente, ela não passou. Nem por isso desistimos. No final do ano passado, em 2019, tentamos mais uma vez e a minha filha conseguiu”, conta Maria Júlia. 

Os aprendizados que teve na Escola de Bailado de Taboão da Serra foram determinantes para essa conquista. Aluna do pólo do Vale dos Pinheiros e instruída pela professora Larissa, a garotinha bastante comunicativa tornou-se um orgulho para a cidade e, assim como outros estudantes que já passaram pela escola, alcançou patamares ainda maiores na estrada da dança e da arte. 

Com cerca de 3.500 alunos nas oficinas culturais e no curso de formação em ballet clássico, a Secretaria de Cultura tem democratizado o acesso a essa ferramenta que é tão importante na sociedade e que muda efetivamente vidas ao auxiliar na concretização dos sonhos mais fortes. 

O pai da Manu, Orion Wosiack D´Alincourt, reconhece isso ao atrelar a vitória da filha à qualidade do ensino que foi ofertado para ela. “A Escola de Bailado abriu todas as portas para essa conquista. Incentivou, deu os primeiros passos para ela no balé; foi quem empurrou e disse: vai lá e voa”, fala. 

Sua mãe, Maria Júlia, compartilha da mesma opinião. “A Escola de Bailado foi fundamental para a minha filha entrar na Escola do Theatro Municipal. Ela aprendeu tudo aqui. Foi a partir do ensino dado, que as portas foram abertas para que esse sonho torna-se realidade”, conta. 

A Manuelli é mais um dos exemplos do poder transformador da cultura e como histórias podem ser mudadas e novos capítulos escritos quando seu ideal é bem aplicado, afinal, horizontes são expandidos e as conquistas repercutidas.

Para o secretário de Cultura, Wanderley Bressan, isso demonstra o trabalho que vem sendo desenvolvido dia após dia na Secretaria de Cultura e na Escola de Bailado. “Hoje nós podemos dizer e nos orgulhamos pela nossa escola ser a maior do Estado de São Paulo no número de atendimento. A qualidade é visível  e a maior prova disso é o sucesso das nossas alunas, como a Manuelli, que está entrando na Escola de Dança do Theatro Municipal, a Carolina, que hoje é bailarina da São Paulo Companhia de Dança e tantas outras que por aqui passaram e alçaram novos voos”, finaliza.  


Por Natalia Bassi  

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