Fernandes afirma que “de joelhos e com faca no pescoço” não tem conversa

 

Por Williana Lascaleia, do gabinete do prefeito com colaboração de Karla Lascaleia

 

Na última sexta-feira, 11, o prefeito Fernando Fernandes concedeu uma coletiva acompanhado dos vereadores da base governista – a vereadora Joice Silva, vereador Ronaldo Onishi, vereador Cido, vereador Jonathan, vereadora Rita e vereadora Priscila- onde afirmou que há espaço para conversa com os vereadores do BIH e do BO que hoje formam um bloco de oposição na cidade, porém ressaltou que com “faca no pescoço” e de “joelhos” não tem conversa e que tudo isso está acontecendo é para que o Governo fique “engessado” para ter dificuldade em governar.

“Essa emenda só tem uma finalidade: engessar o governo. […] A única arma que eles tem é engessar o governo. O diálogo está aberto. Só não dialogamos de joelhos e com a faca no pescoço”, afirmou Fernandes.

Fernandes começou a coletiva falando do rito especial da aprovação do orçamento, em seguida, explica que os vereadores não tem limites de emenda, pois essas emendas são o instrumento para o vereador modificar o projeto do orçamento e que a presidente pediu um prazo para analisar a nova decisão com um advogado que entendia do assunto, o que ele entendeu ser “razoável”.

“A lei orçamentária tem um rito especial. Ela trata de toda a questão do desenvolvimento da cidade. De tudo o que se vai fazer na cidade. E dentro deste rito especial o que ela diz é fundamental […] eles [ os vereadores] têm 10 dias para fazer as emendas que eles acham cabíveis”, declarou Fernandes.

Sobre a continuação da sessão após ter sido suspensa pela presidente em exercício, a vereadora Joice Silva, o prefeito afirmou que foi “surreal” e que o ato de continuarem com a votação foi como o “AI-5”, que foi um ato legal que dava ao presidente da república, na época do governo militar, todos os poderes para fazer o que quisesse com qualquer pessoa.

“Você não faz justiça com as próprias mãos. E foi o que eles fizeram”, declarou Fernandes.

A verba de remanejamento, segundo Fernandes, serve para uma eventualidade, como por exemplo, se tiver uma chuva forte e tiver que fazer uma obra, como, por exemplo, uma ponte, é deste dinheiro do remanejamento ou alguma outra obra que não esteja prevista no orçamento; ou ainda quando você planeja gastar um valor em medicamentos e a verba não é suficiente e acaba precisando comprar mais.

“Quero que aponte uma vez que tenho gasto o dinheiro da suplementação de forma irresponsável. […] Todos eles votaram todos os anos o remanejamento de 30%. Eu nunca usei mais que 10%. [ …] Se era um cheque em branco e eu gastei de forma errada porque não me denunciou?”, questionou Fernandes.Já o vereador Ronaldo Onishi disse que os Bloco quer causar um caos na cidade, pois estão em uma cruzada política contra o governo para tirar a verba de remanejamento, o que engessa o governo e dificulta a administração do município.

“Querem causar um caos político na cidade.  Porque não apresentam uma emenda de 5%? Eles estão em uma cruzada política contra o governo. O fato político é esse”, declarou o vereador Ronaldo Onishi. A vereadora Joice Silva, que estava na presidência, por ordem judicial, declarou que se sente envergonhada com a cidade pelo modo como os antigos colegas de base, atual oposição estão se comportando.

“Eu me sinto envergonhada com a cidade pelo o que os vereadores estão fazendo”, disse a vereadora Joice Silva.

 

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